Picnic das Blogueiras e Youtubers de MT

Essas são as Blogueiras e Youtubers de Mato Grosso! Clique aqui e confira como foi esse encontro!

Leia mais

Look Hiroshima

Me arrisquei num novo estilo e super amei, clique e confira!

Leia mais

Probeleza 2016

Veja um pouco desse evento de beleza que aconteceu na nossa capital, clique aqui e confira!

Leia mais

23/04/2015

Maternidade - Depressão Pós-Parto

Oi galerinha!



Eu nunca falei sobre esse assunto, mas ele me assombra desde meus 14 anos. Eu iria falar através de um vídeo mas não consegui terminá-lo, acho que escrevendo eu posso expressar melhor e não chorar na frente de vocês. A chamada DEPRESSÃO já foi minha vizinha na adolescência, eu me sentia sempre pra baixo, me sentia inferior as outras pessoas, achava que ninguém se importava com o que eu pensava e com o que eu queria para meu futuro e esses pensamentos refletiram em dores físicas, eu vivia com dores pelo corpo, desmaiava, tive anemia, comecei a me bater, bater a cabeça na parede (literalmente), me cortar, não gostava de me arrumar, andava de qualquer jeito, achava que nenhum rapaz poderia se interessar por mim de verdade, chorar por qualquer coisa, e principalmente ter pensamentos de morte. Nessa época eu tentava dividir esses pensamentos e dores para os meus "amigos" só que cada vez mais eu me decepcionava, saíram fofocas de que eu estava grávida (pelo menos umas 9 vezes), e que estava me fazendo de vítima para meu namorado. Meus pais não se importaram tanto com minhas petições de atenção a minha situação (quase sempre ninguém pensa que o problema do outro pode ser maior pra ele mesmo), meu namorado não entendia os sinais claros sobre meus ciúmes, achava apenas que eu estava com sentimentos de posse e não de pedido urgente de atenção. Mas uma coisa era bem gritante em todas essa situação que passei, EU COMECEI A ME ISOLAR! Não achava mais que alguém poderia me ajudar, que meu sofrimento era pequeno demais para os problemas que os outros enfrentavam. Aqui mesmo no blog escrevi em vários desses momentos procurando refúgio.
E aos 16 anos eu tentei por fim ao meu sofrimento, numa tentativa de apagar de vez um futuro que podia ter, eu não achava que ia sobreviver até os 20 (e vejam só já estou com 25), porque sentia muitas dores, inclusive tive até úlcera no estômago. Sim eu tentei me matar, mas Deus tinha um plano maior pra mim e através de um milagre estou viva hoje. Fui encaminhada ao psiquiatra, ele me passou remédio para 30 dias e apenas isso, nada de acompanhamento psicológico, tomei o remédio e retornei, mas me sentia pra baixo da mesma forma, ele me passou novamente o remédio e apenas isso, então por conta própria abandonei o remédio e o médico e decidi que iria sair dessa! Foi longo o caminho e as cicatrizes ficaram abertas.
No ano do meu casamento as coisas ficaram meio tensas, quase não casei e por esse motivo o último sintoma veio em PESO, sim eu engordei 10kg, e daí pra frente não consegui mais recuperar meu peso antigo e nem a vontade de voltar.

E porque estou falando do passado se o assunto é DEPRESSÃO PÓS-PARTO? Quando você já passou pelo vale do sofrimento a tendência é gigantesca de que aconteça um retorno. Passei uma gestação MARAVILHOSA, não tive nenhuma complicação nem dores fora do comum, mas no último mês uma preocupação invadiu meu pensamento, a depressão PÓS-PARTO, tinha muito medo de passar por ela e renegar meu filho que tanto sonhava. Mas infelizmente não procurei ajuda nessa época, acho que deveria ter procurado.
Tive o meu bebê, lindo, saudável, esperto, e risonho. Mas o que eu mais preocupava aconteceu, com os meses passando eu comecei a emitir os sinais novamente e novos sinais, já conversei com algumas mães sobre o assunto e elas me disseram que a primeira coisa que aconteceu foi a rejeição do bebê, eu sentia isso, mas lutava contra esse sentimento, ele chorava e eu não queria pegá-lo, mas pegava e abraçava e beijava e pedia a Deus pra me livrar dessa luta. Os ciúmes aumentaram com meu esposo, as auto-punições físicas voltaram, a vontade de sumir e abandonar tudo era enorme, mas um sinal muito gritante era o meu descontrole, gritava, batia, saia do meu estado normal para o estérico em segundos.
Mas Aline, sua vida é perfeita!? Todo mundo acha que a vida do outro é perfeita, ninguém quer tirar foto dos momentos que esta triste, ou zangado, ou fora do normal, fotos são apenas registros dos lindos momentos.
Meu corpo sofreu uma segunda mudança brusca, como Théo nasceu grande e eu já estava gorda a barriga e as pernas esticaram tanto que agora pareço uma zebra com listras, meus seios por serem grandes caíram mais do que podia esperar, quando olho para o espelho não consigo enxergar o corpo que eu tinha antes de tudo me assolar. Isso reflete em um desespero catastrófico. Tento emagrecer mas a depressão me faz querer comer mais, tento levar uma vida saudável mas a depressão me faz querer apenas coisas que fazem mal.
Mas Aline, você não tem força de vontade? NÃO! Não tenho, e é por isso que fica mais difícil.
Meu esposo aconselhou para que eu pedisse ajuda profissional novamente, e fui. Tomei durante dois meses remédios (Théo já não amamentava no meu seio), mas por causa da grana curta parei.

Estou aqui me expondo dessa forma pra ver se consigo me ajudar, não quero me ISOLAR de novo. Vou lutar pelo meu filho pra sair dessa e quero o apoio de vocês pra isso.
Uma das coisas que estou fazendo justamente pra sair desse ciclo terrível é realizar minha lista das 30 COISAS ANTES DOS 30 ANOS.

Vou continuar falando desse assunto futuramente pra ver como estou evoluindo.

Comente aqui se você passou por isso e como saiu dessa, e se esta passando divida comigo sua história pra nos libertarmos desse sofrimento.

Bjinhos e até o próximo!